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Orquestra Filarmônica do Ceará - 10 anos da Orquestra Filarmônica do Ceará


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10 anos da Orquestra Filarmônica do Ceará

Matéria publicada em 17/04/08 no Diário do Nordeste

A Orquestra Filarmônica do Ceará celebra seus 10 anos hoje, no Theatro José de Alencar. Parte do repertório de Luiz Gonzaga, revista em arranjos especialmente preparados, está no programa que a orquestra executa hoje, a partir das 18h30, no Theatro José de Alencar, com ingresso valendo dois quilos de alimento, a serem destinados à Fundação Franklin Roosevelt.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=529668

É sempre a mesma ladainha: temos que ter uma sinfônica, estados vizinhos como Pernambuco e Paraíba têm algumas, já há alguns anos. No entanto, poucos são os que atentam que o Ceará já dispõe de uma orquestra com estrutura compatível à de qualquer formação do gênero, diferenciando-se apenas por ser uma orquestra comandada por um cearense, o maestro Gladson Carvalho. É a Orquestra Filarmônica do Ceará, já há 10 anos na estrada, numa empreitada cotidiana em busca de parceiros e incentivadores. Atividade comemorada hoje, no Theatro José de Alencar.

O carisma de Gladson Carvalho, diretor artístico e regente da filarmônica, é conhecido por onde quer que ele ande. E olha que não foram poucos os palcos em que ele se apresentou. Passou pelos estados de Sergipe e Piauí, além de ter vivido em Portugal e na Espanha. Durante 18 anos, atuou na Paraíba, onde cursou graduação em Música, com especialização em viola de arco. Era por lá que estava, até decidir voltar à Terrrinha, onde estudara com Thomas Pompeu e Alberto Jafé, na Escola do Sesi da Barra do Ceará. No regresso, o desafio de montar uma filarmônica.

Assim viu a luz a Orquestra Filarmônica do Ceará, com músicos reunidos pelo mesmo maestro empreendedor, que já criou e estruturou diversas formações, produzindo nada menos que 26 CDs. ´A Filarmônica do Ceará nasceu no Colégio Júlia Jorge. Transformamos uma bandinha numa orquestra, que estreou em 22 de maio de 1998, no Theatro José de Alencar. Em 20 de dezembro, fizemos a inauguração da Washington Soares´, lembra Gladson, para quem a sinfônica, 10 anos depois de sua criação, não deixa lacuna no Estado, no que diz respeito à expectativa por uma sinfônica cearense.

´As filarmônicas estão entre as maiores do mundo, a estrutura é a mesma. Somos a única orquestra sinfônica do Estado, embora de caráter filarmônico. O que é uma vergonha pra gente é que, enquanto aqui as coisas são tão difíceis, na Paraíba tem seis orquestras´.
Dificuldades amenizadas pela satisfação em conferir a resposta do público, diante de uma orquestra que iniciou suas atividades com 40 figuras, contando hoje com 51. ´A reação do público é maravilhosa, a gente sente que vale a pena ser músico sinfônico, e não apenas ficar enclausurado tocando músicas de séculos passados. Nada contra, mas a música não deve ter preconceito com nada´, diz, citando a opção da filarmônica em procurar um diálogo com a música popular.

´Na minha visão, os novos criadores do século XXI buscam uma nova estética, às vezes pela falta de estética. Os novos artistas tentam aproximar-se do povo. O Scorpions fez um DVD fantástico com a Filarmônica de Berlim, desmistificando e tirando preconceitos´, exemplifica, citando a famosa banda de rock alemã.

Sinfônica no forró

Afirmando investir na quebra do paradigma da orquestra como signo de uma pretensa cultura de elite, Gladson Carvalho ressalta as parcerias da filarmônica até aqui. ´Procuramos ir aonde o povo está. Fazemos o erudito, mas também tocamos Liduíno Pitombeira, Fausto Nilo, Tarcísio Sardinha, Aroldo Araújo, Nonato Luiz, Beatles, como quando tocamos com a banda cover Rubber Soul, no TJA lotado e no réveillon do BNB Clube´, enumera. Mais recentemente, a orquestra de um passo a mais nesse questionar de conceitos e preconceitos, ao tocar com um abanda de forró. ´Gravamos agora com a banda Desejo de Menina, em João Pessoa, para 10 mil pessoas, com 14 dos músicos da orquestra. Pela primeira vez uma formação assim toca com uma banda de forró´, demarca. ´O empresário da banda, José Ivan, viu que a gente tinha um trabalho com Luiz Gonzaga, em que eu coloco até chapéu de cangaceiro na cabeça, numa tentativa de mostrar a universalidade dele, com arranjos nossos, mostrando que ele pode estar próximo deles, em termos de orquestração... Foi uma experiência legal´, avalia.

Parte do repertório de Luiz Gonzaga, revista em arranjos especialmente preparados, está no programa que a orquestra executa hoje, a partir das 18h30, no Theatro José de Alencar, com ingresso valendo dois quilos de alimento, a serem destinados à Fundação Franklin Roosevelt. ´Faremos apresentações mensais, com uma sinfonia de Beethoven a cada mês, contando com convidados como o maestro Maurizio Colassanti, o flautista Antonello Pellegrine e o clarinetista Gabriele di Lorio, solistas que estarão na apresentação do dia 25 de maio, em parceria com a Sociedade Italiana da Música e do Teatro Chieti´, acrescenta Gladson. No programa da apresentação de hoje que também marca o lançamento do site da orquestra, Mozart, Beethoven e Villa-Lobos fazem companhia a sua majestade, Gonzagão. Música sem fronteiras.

PROGRAMA
  1. Sinfonieta No. 1 - Allegro justo, Andante non troppo, Andantino (Villa-Lobos)
  2. Primeira Sinfonia - (1º Movimento: Adágio - Allegro con brio). (Beethoven)
  3. Concerto para Piano e Orquestra, K 467 - Andante - (W. A. Mozart) - Solista: Rafael Cavalcante
  4. Gonzaguiana - (Seleção de músicas de Luiz Gonzaga)

Mais informações:
Orquestra Filarmônica do Ceará. Concerto hoje, às 18h30, no Theatro José de Alencar. Entrada: 2 kg de alimentos. Informações: (85) 3101-2583.

publicado em 17/04/2008 por Henrique Nunes - Reporter do Diário do Nordeste

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